Evandro Borges

23/04/2021
 
As relações internacionais e ambientais preocupam
 
O momento de quarentena e “toque de recolher” próprio para reflexões, tenho trocado mensagens com amigos, alguns novos conquistados pelas mídias sociais, demonstram inúmeros desconfortos com as questões ambientais e relações internacionais que seguramente deverão interferir na combalida economia nacional, uma deles foi chamada atenção pelo primo Cláudio, conceituado jornalista e chargista, natural de Natal e radicado em São Paulo.
 
Cláudio colocou que a questão ambiental está entrando na ordem do dia, principalmente pela causa americana, do novo presidente Joe Biden respondendo a opinião pública estadunidense e das bases do Partido Democrático preocupa-se com a questão climática, e a preservação da Amazônia entra com um foco a ser resolvido, e de fato, é verdadeiro, e com um governo brasileiro que não consegue dar uma resposta positiva, como também, não deu a outra questão internacional da pandemia do coronavírus em face da sua letalidade.
 
Em razão da influência da política econômica brasileira que precisa dos mercados externos para a sua produção primária, desde agrícola, pecuária e de minérios em geral, a fim de manter o equilíbrio da balança comercial com sucesso, necessita de relações multilaterais, participação em blocos, entrar em menos conflitos possíveis, zelar pela autodeterminação dos povos, postulado introduzido internacionalmente por Winston Churchil e Rossevelt no período do decurso da segunda guerra mundial.  
 
O meio ambiente e a questão do clima constituem em dimensões que se tornou geral, tomando todas as cores das Nações e da civilidade, com muitas contribuições, uma das mais recentes e significativas foi a encíclica papal de inciativa do Papa Francisco denominada “Laudato si” de 2015 que deu ênfase que a Terra é a casa comum e a ciência vem comprovando esta situação e a fragilidade do planeta com a ingerência da jornada humana.
 
A preservação da Amazônia brasileira passou para o foco das nações e da humanidade, e passo a concordar com Cláudio que a posição brasileira está ficando parecida com a da África do Sul em relação ao “apartheid” , quando aquele país africano recebeu muitas sanções para mudar a sua política racista, com repercussões econômicas, fato que poderá ocorrer com o Brasil, pois os investimentos internacionais na preservação da Amazônia já estão sendo ameaçados de cessarem. 
 
A postura internacional com a América de aliança incondicional de amizade pessoal com Donald Trump e de rompantes com a China, principal parceiro comercial, contrariando uma política pragmática, de não alinhamento e de autodeterminação dos povos, inclusive com a postura em relação à mudança das em embaixadas em Israel, desagradou o mundo Árabe excelente parceiro comercial. 
 
Os erros se sucedem com a Argentina, principal parceiro do bloco do Mercosul, com o tratamento do programa mais médico viabilizado pela OPAS – Organização Pan-americana de Saúde, todavia agora, precisando de suas vacinas, da tentativa inicialmente de ridicularizar a vacina Sputnik V da Rússia, outro parceiro do bloco Brics que o Brasil participa, vem contribuindo para choques desnecessários e contrário a tradição das relações internacionais do país.
 
Assim a questão ambiental e as relações exteriores mal conduzidas podem isolar o país da civilidade internacional, podendo sofrer sanções e perdas de investimentos com repercussões econômicas e de natureza social de forma desagradável, que no atual momento de recuperação econômica, urge o crescimento com geração de emprego e oportunidades,