Wellington Duarte

24/10/2020
 
Não há limites para o fundo do poço chamado BraZil : chamem a democracia!
 
 
O fato de o BraZil ser hoje um pária internacional, motivo de piada e de desprezo, considerado o pior país do mundo em termos de combate à pandemia, é apenas um dos faots que mostram a face cruel desse governo, cujo presidente é um poço de ignorância e cujos subalternos, instalados no Planalto, não medem esforços para ultrapassá-lo, como é o caso recente do ataque despropositado que o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, o Beato Salu do Itamaraty, desfechou contra João Cabral de Melo Neto, poeta pernambucano de referência histórica, ao contrário do pangaré ignorante, durante uma formatura no Itamaraty.
 
Infelizmente não devemos nos surpreender com as ações desse governo, inimigo declarado das universidades e institutos federais e desde que assumiu a presidência, iniciou uma cruzada de destruição dessas entidades, fazendo encolher os seus orçamentos, além de tentar desmontar os Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), responsáveis pelo desenvolvimento da pesquisa científica. O corte, que não é a mesma coisa de contingenciamento, pode chegar a R$ 2 bilhões, em 2021. Educação pública, cultura, lazer e arte são “perigosos” para esse governo.
 
Os bolsonaristas, tarados pelo comunismo, enxergam na China, a maior economia do mundo, um potencial inimigo e tentam atacar o governo chinês a todo momento, numa espécie de delírio que, se a diplomacia chinesa fosse dirigida por um aloucado e levasse em consideração o que esses relinchadores falam, estaríamos em maus lençóis, e  só quem é analfabeto em comércio exterior, fica repetindo as bravatas do Beato e do delirante Napoleão de Hospício.
 
Ocorre que muitos defensores do bolsonarismo acreditam piamente nos delírios de um presidente que não governa; de uma equipe econômica que patina na condução da economia; que torrou o pantanal e ainda bota fogo na Amazônia; que chafurda com os direitos humanos; que criou um rede de corrupção, envolvendo as milícias, entre outras safadezas. 
 
Na história desse país, desde que o galante Pedro proclamou a independência em 1822, nunca se teve o desprazer de ter um governo tão chula e incompetente. O mais perto disso foram os 7 meses de Jânio Quadros que tinha um projeto pessoal e quando o parlamento lhe deu as costas escafedeu-se e virou história. Bolsonaro e sua matilha simplesmente estão destruindo a República a passos largos e só sobrevive politicamente por duas razões: ignorância e oportunismo.
 
Basta dar uma rápida olhadinha nos discursos dos candidatos bolsonaristas, a prefeitos(as) e vereadores(as) e logo veremos como essa horda prima pela má educação; pelo desrespeito aos princípios básicos da democracia; por uma tara desmedida por armamentos; e por serem “especialistas” em mentir. Esses protervos, saídos das cavernas do nazi-fascismo, são alegorias sinistras de uma sociedade decadente e que, aos invés de buscar sua humanização, parece preferir jogar-se nos braços de trambolhos humanos, doidos para implantar uma ditadura nazista sob o mantos dos pastores e padres pilantras e canalhas que aceitam fazer parte dessa peste medieval.
 
Diante desse cenário é necessário que todos aqueles que desejam um futuro para o seu filho ou neto, comecem a ter a coragem necessária para começar a questionar seus parentes e amigos que ainda defendem Bolsonaro.  
 
O bolsonarismo vai se tornando mais perigoso que a COVID-19, porque o vírus mata porque é da sua natureza e o bolsonarismo mata pelo desprezível desejo de redesenhar a sociedade, tornando-a cinzenta e violenta.