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Alex Gurgel (jornalista)
“A ilha de Macau já possuía esse nome velho em maio de 1797, mas seria
povoada apenas em 1820. Anteriormente seria deserta, por não ter água.
Já não mais viviam os indígenas quando a terra se povoou com aldeias
portuguesas, movimentadas e fartas”. (Câmara Cascudo, in Nomes da Terra)
Macau é cercada de belezas naturais por todos os lados, como se a natureza
escolhesse aquela ilha para guardar todo seu encanto. Famosa por sua grande
produção salineira, onde as pirâmides de sal marinho podem ser vistas em
todos os cantos, a cidade festeja o carnaval intensivamente, sendo
considerada a melhor folia de momo do Rio Grande do Norte.
Localizado no Litoral Norte do Estado, na Região Salineira do Vale do
Assu, o município de Macau está a 190 km de distância da Capital.
Banhada pelo Rio Assu, a cidade de Macau é rodeada por ilhas, praias,
mangues, dunas e gamboas que encantam nativos e visitantes.
Na entrada da cidade, o turista se depara com um grande moinho de vento,
representante legítimo das antigas salinas tradicionais.
Antes de chegar à Macau, o turista ainda passa por baixo do monumento de
Nossa Senhora da Conceição, sendo abençoado e protegido para as
aventuras através dos mistérios macauenses.
Num passeio despretensioso pela cidade, é possível observar alguma
casa com traços da arquitetura colonial, destacando-se a Igreja Matriz
Nossa Senhora da Conceição, construída em estilo gótico e barroco, em
meados do século XVIII. A imagem barroca da padroeira é do século XVII,
vinda originalmente da Itália.
O patrimônio histórico e cultural de Macau pode ser explorado no
Museu José Elviro, no Museu Carnavalesco “Colo de
Santana”, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição com mais de
142 anos, padroeira de Macau, e nos parques salineiros, onde se produz o
sal artesanalmente.
A ilha é cercada por praias exuberantes, fazendo de Macau um dos paraísos
tropicais no litoral potiguar. A praia urbana mais movimentada de Macau é
Camapum, abrigando águas calmas e mornas, atraindo macauenses e
turistas, tendo como atrativo a vaquejada de praia -
única no Brasil - que se realiza anualmente no mês de julho.
A economia macauense é centrada na arrecadação de royalties pela
exploração de petróleo e a produção de sal.
É muito comum o visitante se deparar com cavalos de ferro puxando óleo no
meio da caatinga. Macau é responsável por 90% da produção de sal
marinho no Brasil, exportando o sal potiguar pra todo o mundo.
Durante o carnaval, Macau e suas praias concentram grande quantidade de
pessoas, com destaque para a tradicional brincadeira de mela-mela.
A cidade se transforma num grande palco com trios elétricos, troças e
blocos carnavalescos trazendo alegria e descontração para o povo
macauense e visitantes de todo o Brasil.
Imagine um lugar repleto de natureza por todos os lados; um pedaço do
paraíso onde o visitante pode encontrar uma variedade ambiental
impressionante como mar, mangue, restinga, rio, estuário, dunas,
falésias, coqueirais, caatinga, tabuleiros e lagoas.
Diogo Lopes é uma vila de pescadores, distante 25 km de Macau e 230 km da
capital potiguar, uma praia quase desconhecida pela grande maioria dos
potiguares, abrigando uma natureza intocável. Por trás da pequena vila,
as dunas móveis formam grandes falésias que encontram a caatinga,
separando o sertão e o mar numa cena única, mágica.
A praia de Diogo Lopes é localizada entre as comunidades de Barreiras e
Sertãozinho, que fazem parte de uma grande reserva ambiental e são
formadas por gente simples e acolhedora. Para preservar esse paraíso, a
comunidade unida criou a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual
Ponta do Tubarão, implantando projetos produtivos para a pesca e para o
turismo ecológico.
Ao longo da baía Ponta do Tubarão, pequenas ilhas formam um estuário com
manguezais, repleto de vida marinha e aves migratórias. A restinga abriga
alguns “ranchos” (casa de taipa feita por pescadores para tratar o
peixe, guardar material e descansar entre uma pescaria e outra) e um longo
braço de mar cercado de coqueirais. O estuário é protegido pelo Rio
Tubarão, servindo como ponto de desova de tartarugas.
De acordo com a historiografia popular, o povoado de Diogo Lopes teve sua
origem com os irmãos portugueses Diogo e Gaspar Lopes que aportaram no Rio
Tubarão, em data incerta. Diogo Lopes permaneceu na localidade, enquanto
Gaspar partiu para o sertão.
Até os anos 70, existia uma trilha carroçável ligando Diogo Lopes à
Macau, mas era intransitável durante épocas de inverno ou nas grandes
marés. Quando foi confirmada a produção de petróleo no campo terrestre,
a Petrobrás nivelou e asfaltou as estradas da região.

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