Microempresas lideram a geração de novas vagas até outubro no RN

24/11/2019


Foto: Divulgação - Sedec
 
O setor industrial foi o que mais abriu novas vagas em outubro no RNO setor industrial foi o que mais abriu novas vagas em outubro no RNNatal – As microempresas têm modificado a curva de demissões maiores que as contratações, verificada no intervalo entre janeiro e outubro dos últimos cinco anos, e têm encerrado o período sempre com saldo positivo de empregos formais no Rio Grande do Norte. Em 2019, não foi diferente. Até o outubro, as microempresas potiguares foram responsáveis pela criação de 6.236 novos postos de trabalho com carteira assinada. As pequenas empresas, entretanto, fecharam o período com um saldo negativo de 1.063 empregos. Já as médias tiveram um desempenho positivo com a abertura de 222 novas vagas, contrastando com as grandes empresas que demitiram mais que contrataram chegaram ao décimo mês do ano com um saldo de 335 empregos perdidos.
 
As informações foram analisadas pelo Sebrae no Rio Grande do Norte com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, divulgados nesta quinta-feira (21). De acordo com a análise, em outubro, foram admitidos no estado 13.352 trabalhadores, mas outros 10.372 foram dispensados.  E por isso, no décimo mês de 2019, o saldo de emprego celetista no RN foi de 2.980 vagas – um crescimento superior a 13% no comparativo com mesmo mês do ano passado, quando foram geradas 2.633 novas vagas. Esse é o melhor outubro para o mercado de trabalho formal potiguar desde 2014. Entre janeiro e outubro, o saldo acumulado de empregos no Rio Grande do Norte já é de 5.060 postos.
 
“Os números comprovam que o Rio Grande do Norte está avançando na questão do emprego e buscando se recuperar do quadro de desemprego visto em sucessivos anos, e as pequenas empresas estão sendo protagonistas nesse processo”, avalia o diretor superintendente do Sebrae-RN, José Ferreira de Melo Neto, o Zeca Melo.
 
ReproduçãoEm outubro, o setor industrial foi o que mais abriu novas frentes de trabalho. O saldo do setor da indústria de transformação foi o maior do estado, com 689 postos, seguido da construção civil, cujo saldo foi de 635 vagas. O comércio fechou o mês com 596 novas vagas abertas, enquanto o setor de serviços encerrou com outras 575 e o setor agropecuário com 455 vagas.
 
No acumulado deste ano até outubro, os pequenos negócios do setor de serviços continuaram a puxar a geração de empregos no estado, criando 3.563 novas vagas, o que representa 70,4% do total de novos postos de trabalho com carteira assinada criados somente em 2019. No ano, o segundo setor que mais gerou emprego foi o agropecuário, com 1.175 novos postos. A construção civil em dez meses teve um saldo de 1.012 vagas, a indústria de transformação 309 vagas e os serviços de utilidade pública 232 postos.
 
 Os demais setores estão com saldo negativo por demitir mais que contratar. O comércio tem o maior déficit: 1.123 vagas. O extrativismo mineral acumula o segundo maior déficit de emprego, com 81 vagas perdidas, e a administração pública, com um saldo negativo de 27 vagas.