Apoio de Carlos Eduardo a Bolsonaro parece não ter complicado situação com PDT

12/01/2019

Por: William Medeiros
Foto: Divulgação Carlos Eduardo
 
O ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) foi questionado durante as eleições de 2018, onde concorreu a uma vaga como chefe do executivo do Rio Grande do Norte, por correligionários por ter apoiado o presidente eleito Jair Messias Bolsonaro (PSL) no segundo turno.
 
Integrantes do Diretório Nacional e representantes de movimentos ligados ao PDT chegaram a encaminhar à Comissão de Ética da legenda um pedido para que a candidatura do potiguar fosse cassada e que Carlos fosse expulso do partido. A justificativa, apontada em nota, seria que ao “flertar abertamente com o neofascismo”, Carlos Eduardo feriu a identidade ideológica da agremiação.
 
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, tinha afirmado na época que o assunto seria discutido depois das eleições. “Não vou sangrar o partido nas vésperas das eleições. Isso aqui não é o Terceiro Reich”, afirmou. Especificamente sobre a posição no Rio Grande do Norte, ele disse: “Como eu vou exigir que o meu candidato suba no palanque do PT?”, em referência à petista Fátima Bezerra.
 
Após a eleição, Carlos Eduardo demonstra estar gozando de boa situação partidária, pelo menos é o que denota suas publicações nas redes sociais, onde aparece estampando um sorriso junto a Ciro Gomes e Carlos Lupi. A publicação foi feita neste final de semana enquanto ocorria a convenção nacional do PDT, na sede nacional da Fundação Leonel Brizola, no Rio de Janeiro. O evento debateu sobre o cenário político nacional e estratégias para o futuro do partido.
 
No encontro, o ex-presidenciável Ciro Gomes criticou as primeiras medidas apresentadas pelo presidente Jair Bolsonaro. Ciro aponta que longe de resolver o problema do desemprego e do déficit econômico que assolam a nação, elas reascenderão a importância das bandeiras históricas do PDT, colocando o partido em uma posição estratégica.