Cidadania

Banco de Leite da Maternidade Januário Cicco ganha viatura

O Banco de Leite Humano (BLH) da Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC), unidade hospitalar vinculada à UFRN, recebeu do TJRN um veículo que será utilizado no serviço de coleta domiciliar do leite materno


14/04/2018

Foto: Reprodução

O Banco de Leite Humano (BLH), da Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC), unidade hospitalar vinculada a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), filial da Rede Ebserh, recebeu do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), um veículo que será utilizado no serviço de coleta domiciliar do leite materno, aumentando a capacidade e proporcionando mais agilidade e segurança ao transporte deste alimento tão importante para o recém-nascido.

A ação efetivada pelo desembargador Expedito Ferreira, fez a entrega de cinco veículos para bancos de leite e unidades de saúde, sendo um para a MEJC, um para o Hospital Santa Catarina, um para o Corpo de Bombeiros Militar e outros dois para a Diretoria de Saúde do Hospital Coronel Pedro Germano da Polícia Militar.

“A Justiça tem procurado meios, em seu orçamento próprio, para beneficiar a sociedade. Semana passada, nos preocupamos com a segurança pública. Nesta semana, nos preocupamos com a área da saúde”, destacou o desembargador, ao definir a iniciativa como uma espécie de serviço público do tribunal, com o propósito de amenizar as dificuldades sofridas pelos bancos de leite materno do Estado, na atividade de coletar e distribuir o leite fornecido por voluntárias em razão da insuficiência em seu setor de transportes.

Os veículos doados pertenciam à antiga frota do Tribunal de Justiça e poderiam ser vendidos ou reaproveitados internamente pelo próprio tribunal, mas após uma avaliação técnica em processo administrativo dos custos de manutenção e dos valores que seriam despendidos, o Tribunal tomou a decisão administrativa de autorizar a doação.

Impacto

A coordenadora do BLH da Maternidade, Ana Zélia Pristo, destacou a carência de veículos que auxiliam no transporte das doações de leite e como o apoio recebido será fundamental para a ampliação dessas doações. “Na maioria das vezes, a doadora está impossibilitada de ir até a maternidade, então a coleta domiciliar é a forma que nós temos de chegar até a doadora e coletar esse leite”, afirma.

Ana Zélia lembra que mensalmente são coletados cerca de 280 litros. Hoje esse número foi reduzido a 200 litros por causa da falta de transportes de coleta. “Esses veículos vêm, não apenas solucionar essa carência, como também ampliar a captação das doações, que são diárias”, ressalta.

Segundo o superintende da MEJC, Luiz Murilo Lopes de Brito, é grande o impacto que uma ação desta natureza causa na assistência de todo o Estado. “O gesto do Judiciário é tocante, principalmente, na assistência prestada às nossas pacientes que amamentam. Existem mulheres que podem doar o leite, que é pasteurizado na própria maternidade. Esse leite é utilizado na alimentação de crianças, tanto na capital quanto no interior”, diz.

Fonte: AGECOM