Partido Novo apresenta pré-candidatos e defende renovação da política

13/03/2018


Foto: Divulgação
Restando sete meses para a eleição deste ano, os partidos políticos aceleram os trabalhos para definir postulantes às candidaturas que disputarão os votos nas urnas. Uma destas legendas, o NOVO, com um método nada ortodoxo de selecionar candidatos aos cargos eletivos, realizou nesta sexta-feira, 9, um evento em Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte, com filiados e simpatizantes, para apresentar os ideais e projetos partidários.
 
Atualmente, o NOVO tem três pré-candidatos para deputado federal no estado. Outros dois nomes ainda podem se juntar à nominata do partido. Isso porque a sigla dispõe de um rígido processo de seleção de candidatos – com avaliação de currículo, entrevista e treinamento.
 
Em Mossoró, o partido tem um pré-candidato da oeste potiguar, o engenheiro Carlos Giordano. Por lá, o evento também serviu para a apresentação dos demais nomes da sigla. Hoje, além de Giordano, também já estão definidas as candidaturas do delegado civil Jayme Groff e do empresário Fernando Pinto.
 
Além disso, a consultora Alayde Passaia e o publicitário Cristiano Medeiros ainda enfrentam o processo seletivo da legenda. De acordo com a legislação eleitoral, os partidos políticos devem oficializar as candidaturas em convenções nacionais com filiados entre 20 de julho e 5 de agosto.
 
“Precisamos renovar a máquina pública, e queremos romper com a atual estrutura. Acreditamos que a política não é máquina de calcular, para benefício próprio. Lutamos pela diminuição da burocracia e pelo estímulo ao empreendedorismo”, revela o médico Fábio Macêdo, atual presidente estadual do NOVO.
 
Ele explica que, para o pleito deste ano, a legenda irá participar apenas da disputa para as cadeiras na Câmara Federal. “A diretoria executiva nacional entendeu que nos locais onde não há candidatos ao governo estadual, como é o caso do Rio Grande do Norte, as candidaturas seriam apenas para deputado federal”, afirma.
 
“Trabalhamos com esta possibilidade [escolher candidatura ao governo do Estado], mas não encontramos um nome com disponibilidade, com experiência no campo de gestão público ou privado, e que tenha adesão com os nossos valores”, explica.
 
A meta para as eleições deste ano, segundo Fábio Macêdo, é trabalhar para que o NOVO alcance vagas para a Câmara Federal. “Queremos renovar Brasília. É lá que queremos mudar a política. A meta é, em todo o Brasil, conseguirmos até 30 deputados federais”, delimita.
 
Tanto no âmbito local, bem como no restante do país, a legenda participará do pleito deste ano sem firmar alianças ou coligações. “Não identificamos partidos que tenha adesão aos princípios e valores. Não podemos nos comprometer ideologicamente”, justifica.
 
O partido sabe que terá dificuldades em eleger candidatos este ano. O presidente estadual avalia que, apesar dos obstáculos impostos pela atual estrutura política do país, o NOVO não irá fazer ‘concessões ideológica’. “Teremos dificuldades, sim, temos consciência disso, mas não vamos nos juntar aos modelos atrasados da política brasileira. Queremos mandar uma mensagem clara de renovação. E renovar não é trocar nomes, mas modificar a atual estrutura política do Brasil e do Rio Grande do Norte”, assinala.
 
No próximo dia 26 de março, o partido recebe o presidenciável João Amoêdo. Ele irá trabalhar com o diretório local as estratégias de fortalecimento das candidaturas. Além disso, em 17 de abril, é prevista a visita do presidente da Fundação NOVO, o economista Gustavo Franco, um dos pais do PLANO REAL.
 
A legenda foi fundada em 12 de fevereiro de 2011, por 181 cidadãos de 35 profissões diferentes. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) homologou o partido em 15 de setembro de 2015. O Novo defende a privatização de empresas públicas e o não uso de dinheiro público para campanhas eleitorais.
 
A sigla, que se orgulha de não ter em seus quadros “políticos de carreira”, tem uma maneira “nada ortodoxa” de selecionar os pré-candidatos: a escolha é feita por meio de processo seletivo.
 
Além disso, o partido não recebe fundo partidário. O financiamento do partido é feito pelos próprios filiados, que pagam uma mensalidade mensal (R$ 28,30).
 
Até agora, três postulantes foram aprovados na seleção no Rio Grande do Norte. O objetivo é fugir de “políticos profissionais” e fortalecer a legenda com “pessoas comuns”. No processo seletivo organizado pelo Novo para escolha dos pré-candidatos, a primeira etapa consiste no envio ao partido de um currículo e um vídeo no qual constem a formação do candidato e suas pretensões políticas.
 
Depois disso, é aplicada uma prova de 30 questões para medir o nível dos postulantes. Em seguida, é realizada uma entrevista com dirigentes partidários. Na terceira fase, é feita a simulação de uma candidatura, o que inclui a realização de vídeos e publicações em redes sociais. Por fim, há o treinamento dos escolhidos.