Opinião

Na Esperança que recuperemos o Brasil que sonhamos

Mestra em Literatura, pesquisadora e poeta de Nísia Floresta escreve sobre suas esperanças para este ano.

Por: Rejane Souza
22/01/2018

Foto: Arquivo pessoal
Penso que a maioria da população não gostaria de reviver o ano de 2017. Um ano que pode ser simbolizado como a destruição de direitos fundamentais na vida do brasileiro. E sem apontar para o crescimento da violência e violação da dignidade humana. 
 
No campo político, há uma singularidade, pois ao mesmo em que nos tornamos ainda mais conscientes de como se organiza a corrupção nos bastidores dos poderes maiores do Brasil, a apropriação desses fatos pode vir a contribuir para que o povo seja motivado a tomadas de decisões inusitadas em 2018. 
 
No bojo dessas tomadas, vislumbro um ano em que ações cidadãs e ativismos culturais terão lugar de destaque, pois quando o ser humano chega ao limite da negação de direitos, intolerância, preconceito e liberdade de expressão cerceada, o impulso natural é o de criar formas de resistências. E essas têm apelo maior (como a história do nosso País demonstra) na utilização das artes, música e literatura, que revitalizam as consciências e renovam as utopias. 
 
Em síntese, a frase que desejo para 2018 é a ESPERANÇA de que a gente recupere o Brasil que sonhamos!