Parnamirim: Cidade onde escolhi morar

10/01/2018

Por: Jorge Cunha
Foto: Redação do PN

Década de setenta a cidade militar de Parnamirim começa a viver uma nova composição com a instalação do Centro Industrial margeando as Brs. Aqui estavam instalando fábricas da Coca-Cola, Pepsi - Cola, Distribuidora Brahma, Brasinox, Siderúrgica, Fábrica de Caneta, Beneficiamento de Coco e  as Telelagens, Sperb, Texita, Tecblu e Sulfabril e a Tecnort. 

Voltando de Jardim do Seridó, depois de haver cumprido o serviço militar em Caicó, eis que me deparo com uma oferta de emprego na Brasinox - dezembro de 1976. A cidade de Parnamirim era um aglomerado de casas que começava no portão oeste da Base Aérea, quebra o grande referencial da Cidade que sobrevivia de suas atividades, estendia-se até a novíssima BR 101, implantada recentemente. 
 
As igrejas, o mercado e o cartório de Dona Iracema eram os grandes referenciais da cidade, além das unidades militares da Aeronáutica e Marinha. A cidade começou a receber pela segunda vez um número de imigrantes que não encontravam infraestrutura. A cidade foi ocupada sem planejamento, bairros de Monte Castelo, passagem de Areia, parte de Rosa dos Ventos, quase tudo invasão. 
 
Com o desenvolvimento tecnológico, Parnamirim assistiu a morte do seu Parque Industrial, ficando só o nome do Bairro. Com a administração do Prefeito Agnelo Alves a cidade voltou a experimentar um crescimento vertiginoso durante oito anos, com obras de infra estrutura que viabilizaram um crescimento com desenvolvimento é uma integração dos vários bairros da cidade. Minha história com a cidade remonta portanto o ano de 1976 até 1982, trabalhando na Brasinox. Depois fui trabalhar no Banco do Nordeste, gerenciando projetos na área de Parnamirim. 
 
Em 2002 fui convidado pelo Prefeito Agnelo Alves para chefiar seu Gabinete, secretário de Administração, Finanças e Planejamento no Governo de Maurício Marques. Tenho convicção da minha contribuição ao desenvolvimento da cidade que me acolheu e onde eu escolhi para morar.