Opinião

Que em 2018 sejam respeitados no RN os mestres do Folclore

Pesquisador e historiador, presidente da Comissão de Folclore, do RN escreve sobre o descaso governamental com os mestres folcloristas potiguares.

Por: Gutenberg Costa
29/12/2017

Nossos mestres estão morrendo à míngua! 
 
Vi outro dia, numa entrevista o intelectual moçambicano, Mia Couto, afirmar que quando morre um velho mestre africano, é motivo de muito pranto..." Vai embora uma biblioteca inteira de saber". A cultura oral popular se abala...
 
Acredito que o mais otimista, dos sonhadores, não sonhe com "ventos fortes", nesse Rio Grande  do Norte...nem para rimar como antigamente... O mote para 2018, é muito triste...
 
Desde que este governante, sentou em sua cadeira real, a lei dos nossos mestres, (RPV), foi maldosamente engavetada pela Fundação José Augusto. Uma lei até humanitária diga se de passagem. Lei respeitada em outros Estados do nosso país. Estive recentemente em Fortaleza/ CE, em um Encontro nacional de Folcloristas e diante de uma grande platéia, denunciei esta triste realidade do RN, para com nossos mestres. Estes vivem doentes, relegados e excluídos de sua lei, que lhes asseguraria uma modesta pensão, em reconhecimento aos seus relevantes serviços prestados à nossa cultura popular e folclore. E isto, imaginem, na terra do maior folclorista do mundo, Câmara Cascudo (1898- 1986). 
Não mandem flores e coroas, quando estes se forem.... Peçam perdão pelo desrespeito aos mesmos...
 
Esperamos, que em 2018, a Lei dos nossos queridos e guerreiros mestres, volte a "vigorar" no RN, em respeito ao nosso folclore, que um dia foi com muito marketing, até apelidado de "Alegria". Pois que em 2018, nossos excluídos mestres e mestras, tenham verdadeiros  motivos de respeito e alegria.