Opinião

Advogar é uma arte

É de todas as artes a mais complexa, a mais bela e a mais nobre. Indispensável para realização de justiça e equilíbrio social, escreve Advogado militante, sócio diretor do Escritório L.Gomes Advogados Associados; Presidente da ANATRA.

Por: Luiz Gomes
11/08/2017

Foto: Redaçõ do PN
É de todas as artes a mais complexa, a mais bela e a mais nobre.
Indispensável para realização de justiça e equilíbrio social
 
É muito amplo o campo onde o advogado exercita a sua profissão. Estende-se desde a conversa inicial com o cidadão, com asserções da ciência prática do direito até o resultado que nos ministram a jurisprudência por meio de sentenças, acórdãos, decisões de nossos Tribunais etc. Esse campo, onde há margem para as múltiplas manifestações do espírito, onde a cultura do advogado se revela, é que constitui a sua arte.
 
A arte de advogar, pois, consiste em levar aos juízes os dados convincentes sobre determinado fato concreto, para que se restabeleça o equilíbrio social, quando desnivelado por pretensões opostas. A função do advogado maneja com a maior soma de saber que é dado a um homem culto, pela própria natureza da sua função, pois que o direito pertence à classe dos fenômenos sociológicos, o mais complexo dos fenômenos.
 Nesta altura do conhecimento humano, em campo e horizonte tão vastos, altas devem ser as vistas do advogado, no bom e verdadeiro sentido da palavra. Os dados que lhe servem de estudo, os atos que circungiram o seu oficio, são os mais abstrusos, que lhe exigem peculiar sensibilidade social e psicológica.
 
Descer ao apuro do fato ocorrido, buscar-lhe as causas, estudar os fatores que contribuíram em sua formação ou em seu desvirtuamento, segundo o caso, traçar os atos necessários para a reposição do equilíbrio social, eis ai um intrincado labirinto, onde só uma arte apurada e superior pode resolver. O advogado tem por obrigação estar em dia com a evolução cientifica. Avulta mais em sua grandeza e nobreza o dever que tem o advogado de ser probo, sincero, claro e preciso.
 
Na arte de advogar, devem culminar todas as melhores qualidades: erudição, estilo límpido, moral elevada, postura e hábitos éticos. Não se compreende advogado com bruteza de espírito, de moral estragada, com manifestação sem convicção cientifica e cultural e sem conduta ilibada.
 
É de todas as artes a mais complexa, a mais bela e a mais nobre.
 
Como um estadista, cura dos assuntos mais altos, para bem da sociedade. Indica, estuda e elucida os meios de prevenir os males sociais e de garantir a sociedade contra os desgarramentos dos seus semelhantes. Neste afã nobre e confortador, não lhe sobra conveniências. Tudo nele é desprendimento: ao mesmo passo que advoga os altos interesses de uma classe social ou mesmo de toda uma população, cuida com igual carinho dos interesses dos desvalidos e descamisados como dos nobres e cultos. A sua protetora mão estende-se a todos os que precisam de reabilitação social, grandes e pequenos, ricos e pobres, homens ou mulheres, protegidos e desvalidos.
 
Na formação da sociedade humana, a figura do advogado é inconfundível, insubstituível e indispensável. Não se pode conceber uma sociedade sem esses propugnadores do bem geral e da satisfação moral. Não é em vão que é a única profissão eregida à proteção especifica da Carta Magna, é indispensável para realização da justiça e seu exercício é inviolável com garantia de suas prerrogativas profissionais.
 
Advogados comemoraram a cada ano - no dia 11 de agosto -  as homenagens à  essa profissão tão importante para vida da nossa sociedade, parabéns a todos que fazem desta Magna profissão um sacerdócio de construção de um mundo mais justo, mais humano e solidário.
 
*Adaptado de texto de Francisco Raitani (Advogado Paranaense)