Arte e Cultura

Quinta Literária volta à cena na antiga Nobel, com o escritor Janduhi Medeiros

A palestra e autógrafos com escritor e poeta seridoense que mora em Parnamirim será na Unilivreiros, nessa quinta, às 19h, na Av Salgado Filho, 1782, antiga Livraria Nobel. O livro será vendido ao preço de R$ 35.


10/08/2017

O mergulho nas pesquisas sobre a colonização brasileira, o povoamento do sertão, a inquisição na Europa e no Brasil, bem como a influência judaica na cultura das colônias, seja na música, dança e poesia levaram mais de cinco anos de trabalho do historiador, advogado e poeta, Janduhi Medeiros. 
 
Ao emergir desse percurso, no qual encontrou luzes nas histórias que ouvia desde sua infância, assim como também se deparar com muitos fatos ainda obscuros e que fazem parte dos causos do povo do Seridó – mas que ainda não foram desvendados - ele decidiu por deixar os versos de lado e escrever uma prosa ficcional. 
 
E assim nasceu A Pedra da Cruz, uma obra que trata da influência judaico-cristã no povo seridoense, e que bebe na poética e no imaginário daquela região. 
 
A palestra e autógrafos será na Unilivreiros, nessa quinta, às 19h, na Av Salgado Filho, 1782, antiga Livraria Nobel. O livro será vendido ao preço de R$ 35. 
 
No livro, quem conta essa intersecção entre o povo seridoense e a cultura judaico-cristã são três personagens: Mestre Cirilo Bezerra; Samir de Gabriel e Daniel Constantino. 
 
“A astúcia de escrever uma prosa com esse tema certamente vai me custar alguns conflitos com os devotos da história oficial, por não admitirem um poeta desprovido de maldade navegar na perigosa realidade de um grande oceano de interesses e obscuridade”, explica Medeiros em sua apresentação, continuando: “Nunca neguei minhas origens seridoenses nem a tentativa de ser poeta realista, baseado nos fundamentos da lealdade, da lírica e de uma visão crítica do mundo e das informações. A Pedra da Cruz é o livro que quer mostrar um lado do Seridó real, com um olhar dos valores judaicos, e ajudar a desvendar esse gostoso e grande mistério do jeito distinto de ser seridoense”.
 
Explicação essa referendada pelo também historiador, poeta e conterrâneo, Muirakytan Kennedy de Macedo, quando diz no prefácio: “Este livro, portanto, tem o mérito de ser a primeira obra ficcional a abordar uma questão que tem uma circularidade memorialista constante, qual seja a herança familiar e a cultural dos cristãos-novos no Sertão seridoense.