Opinião

Ano de desafios e consolidação para o IFRN

Dentro da série Perspectiva 2017 no Portal PN, Wylys Abel Farkatt Tabosa, reitor do IFRN, escreve sobre os desafios do Instituto Federal neste ano que iniciou.

Por: Wylys Abel Farkatt Tabosa
11/01/2017

Foto: Tiago Rebolo
Começo de ano é sempre tempo de definir metas, traçar planos e encarar os desafios. No Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), essa realidade não será diferente. Saídos de um atípico 2016, a grande obra será o enfrentamento das dificuldades em busca da consolidação do Instituto como referência no Ensino, Pesquisa e Extensão, pilares de uma casa de educação. Para o IFRN, o ano que se inicia é momento de reorganizar a casa. Estamos buscando isso através de muitas frentes de trabalho, seja na construção de novas relações institucionais, na manutenção de parcerias externas, no investimento em políticas de educação ousadas ou ainda na capacitação perene de pessoal.
 
Dentro da estrutura do Ministério da Educação (MEC), somos diretamente ligados à Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e tem sido lá que temos buscado melhorias para o Instituto, desde o aporte de verbas para obras e investimentos até mesmo a negociação de funções gratificadas, para uma estruturação administrativa mais eficiente. Ainda junto à Setec, algumas ações e conversas têm permitido que uma importante parceria seja efetivada: com a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN (Funcern), esperamos concretizar o Sistema Unificado de Administração Pública (SUAP), ferramenta de gestão informatizada utilizada no IFRN, como um inovador modelo de negócio para a Instituição.
 
No terreno das negociações políticas, ainda em Brasília, temos trabalhado junto à bancada federal do RN para a concretização de alguns pleitos, de direto interesse dos colegas técnicos e docentes. Levamos a nossos parlamentares três documentos com demandas que, atendidas, trarão maior tranquilidade ao fazer laboral. O primeiro trata do apoio à causa do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para os técnicos administrativos; o segundo, sobre o projeto de alteração da lei para que se permita a contratação dos técnicos administrativos substitutos. E, a mais delicada das questões, o terceiro documento versa sobre a alteração do Decreto 1590, que dispõe sobre a jornada de trabalho dos servidores da Administração Pública Federal.
 
Para os servidores, há ainda outra boa nova: as capacitações terão um incentivo dentro do projeto de internacionalização do IFRN. Com as universidades do Minho, em Portugal e de Aachen, na Alemanha, além do Solar-Institut Jülich, também em solo germânico, temos intensificado contatos e pensado projetos que permitirão grandes e importantes proposições na área de especializações e de mestrado e isso já para 2017.
 
Falando agora sobre a função primordial do IFRN, o ensino, destaco que este ano de 2017 necessitará de atenção ainda mais contundente. O primeiro ponto é a revisão do Projeto Político Pedagógico (PPP), na busca de adequação dos cursos técnicos nas modalidades integrados, jovens e adultos e subsequente às mudanças no ensino médio. A sugestão da oferta dos cursos técnicos integrados em três anos implicará, entre outras tantas coisas, contraturno. Essa alteração requer melhorias na parte de infraestrutura de restaurante e acomodações para o dia a dia. 
 
Assim, vamos trabalhar muito fortemente no conjunto de ações de assistência estudantil voltadas a essas áreas para que, em 2018, as novas turmas cheguem ao IFRN com tudo organizado e bem-estruturado. Nos últimos meses, nossa Diretoria de Engenharia, junto à Diretoria de Gestão em Atividades Estudantis, promoveu visitas a todos os campi, com o objetivo de avaliar a estrutura e já começar, dentro das condições financeiras possíveis, as reformas necessárias. Vários refeitórios, a exemplo do que já foi feito no Campus Natal-Central, serão reformados nos próximos meses.
 
Na área de assistência ao educando, a meta é fortalecer as ações desempenhadas, com especial destaque à participação nos eventos, desenvolvimento de projetos para as áreas de pesquisa e extensão e a consolidação do cartão-pesquisador.
 
Do ponto de vista do desenvolvimento tecnológico, a nossa estratégia é que a Funcern venha a fazer uso da Lei de Inovação para que os nossos projetos tecnológicos possam se transformar em negócios do IFRN, fortalecendo as ações de empreendedorismo e de inovação. Isso, inclusive, reforçará e estimulará o início das atividades dos nossos parques tecnológicos, a exemplo de outras instituições de ensino. Um dos possíveis parceiros é o governo do Rio Grande do Norte.
 
Ainda falando sobre ações que trazem visibilidade e fortalecem o Instituto, ressalto o sucesso das parcerias que foram mantidas e ampliadas, como as parcerias para Secitex, com o Prêmio de Empreendedorismo Inovador e a segunda edição da Olimpíada de Robótica, por exemplo, que garantiu aos vencedores o credenciamento e custeio de uma viagem à França para a participação em campeonato mundial já neste ano. 
 
Assim, fica bastante evidente que 2017 será pequeno para o salto que pretendemos dar nas capacidades e alcances da Instituição. Oxalá tenhamos êxito.