“RN tem a pior bancada federal da história”, diz coordenador do Sindipetro

27/02/2016


Foto: Arquivo PN | Tiago Rebolo
Responsável por muitos empregos diretos e indiretos no Rio Grande do Norte, o setor petrolífero enfrenta problemas no estado devido à diminuição nos investimentos pela Petrobras, situação agravada pelo que o coordenador geral do Sindicato dos Petroleiros do RN (Sindipetro/RN), José Araújo, classifica como a pior bancada federal da história potiguar.
 
“Com relação aos interesses dos trabalhadores, essa é a pior bancada federal que o RN já elegeu. Dos oito deputados federais que nós temos, cinco são controlados pelo Eduardo Cunha (PMDB). Para ter uma ideia, eles aprovaram o projeto da terceirização, que escraviza o trabalhador, o projeto da turma da bala, que facilita a compra de armas, e a redução da maioridade penal, então, todos eles votaram nesses grandes retrocessos”, afirma.
 
O presidente declara não ver perspectivas de melhora para o setor no RN em 2016 por causa de fatores como a queda no preço do barril de petróleo no mercado internacional, forçada por países com grande produção do combustível, como a Arábia Saudita e Emirados Árabes. Ele explica que, com a redução no preço de venda no mercado, extrair petróleo se torna, do ponto de vista empresarial, menos vantajoso que adquirir o produto.
 
José Araújo conta que, embora a produção de petróleo no Rio Grande do Norte tenha caído de 105 mil para 66 mil barris por dia nos últimos anos, a continuação da exploração da empresa sobre os chamados “campos maduros” e na perfuração de novos poços é viável. Ele afirma que, com os investimentos corretos por parte da Estatal, é possível não só manter, mas aumentar a produção no Estado.
 
Para garantir a permanência da Petrobras no RN, e, consequentemente, a manutenção dos empregos no Estado, o Sindipetro reivindica que a empresa conclua, até o ano de 2017, a perfuração de 1.000 poços espalhados pelo Estado. Tal medida seria não só importante para a geração de empregos e para aumentar a disponibilidade do combustível, mas também para o desenvolvimento de tecnologia.
 
 

Fonte: Redação PN