Chegou a Hora: Ano eleitoral inicia; veja situação de municípios da Grande Natal

01/11/2015

Por: Tiago Rebolo e José Pinto Júnior
Foto: Google Imagens
Chegou a hora. Enfim, entramos em ano eleitoral. No próximo dia 2 de outubro, os brasileiros irão às urnas escolher os prefeitos e vereadores que atuarão entre 2017 e 2020. Onde tem segundo turno, o pleito poderá acontecer também no dia 30 do mesmo mês, apenas entre os dois candidatos a prefeito mais votados.
 
Entretanto, mesmo com a relativa distância do pleito, alguns políticos anteciparam a eleição de outubro deste ano e deflagraram o debate já no ano passado. Outros, como o governador Robinson Faria – que pode ser uma das “cartas-coringa” da eleição municipal no Rio Grande do Norte – preferiram deixar o anúncio de suas decisões para este ano de 2016
 
Pois bem, quem não se posicionou até agora, terá que se posicionar. Vamos analisar qual é a situação, a preço de hoje, em alguns municípios da Região Metropolitana de Natal.
 
Na capital, centro da metrópole com quase 870 mil habitantes – o único município do estado com possibilidade de segundo turno – várias candidaturas já foram pré-lançadas. O prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) concorrerá à reeleição, enquanto que Fernando Mineiro (PT), Robério Paulino (PSOL), Wilma Wanderley (PTC), Rafael Motta (PSB), Rogério Marinho (PSDB) e Luiz Gomes (PEN) devem lançar suas candidaturas tentando chegar ao Palácio Felipe Camarão pela primeira vez.
 
Na Cidade do Sol, um fator preponderante é o PMDB, que aderiu recentemente à gestão municipal. No entanto, o partido está dividido: enquanto os caciques Garibaldi Filho e Henrique Alves pendem para o apoio a Carlos, outra ala peemedebista (mais ligada a Hermano Morais) prefere candidatura própria. O apoio (ou não) dos Alves & Cia pode ser decisivo.
 
Em Parnamirim, com mais de 240 mil habitantes (mas sem possibilidade de segundo turno), cinco pré-candidatos já se colocaram: Naur Ferreira (PSB), Ricardo Gurgel (PSB), Carlos Augusto Maia (PTdoB), Tita Holanda (PSOL), Gildásio Figueiredo (PSDB) e Pastor Sandoval (PEN). Na situação, o secretário de Obras Naur. Os demais, na oposição. Caso os opositores se unam por intermédio do governador Robinson Faria (PSD), um palanque muito forte será constituído no município Trampolim da Vitória. Com a oposição desunida, aumentam as chances de vitória de Naur, que tem apoio e estrutura da prefeitura, hoje comandada por Maurício Marques (PDT).
 
Em São Gonçalo do Amarante, por sua vez já beirando os 100 mil habitantes, os pré-candidatos são Poti Neto (PMDB), Geraldo Veríssimo (PCdoB) e Paulinho da Habitação (PR). O prefeito Jaime Calado (PR) não adiantou quem terá seu apoio. Diz que não decidirá sozinho, mas é muito próximo do secretário Paulinho da Habitação e do presidente da Câmara de Vereadores, Raimundo Mendes (PMB). Por lá, o prefeito é bem avaliado e sua indicação poderá ser o fator mais decisivo para a sucessão.
 
Em Extremoz, com 27 mil habitantes, o prefeito Klauss Rêgo (PMDB) vive grande desgaste e ainda não escolheu um nome para lhe suceder. Seu partido perde lideranças. O vice-prefeito, Padre Edílson, e o presidente da Câmara, Joaz Oliveira, já são adversários e pré-candidatos. A maioria das lideranças e partidos estão na oposição. Resta saber se haverá maturidade o suficiente para unir opositores em torno do mesmo projeto. Se cada candidato entender que vence sozinho, facilitará o projeto do prefeito Klauss, que conta com a estrutura do Poder Executivo.
 
No município de Ceará-Mirim, onde moram quase 73 mil pessoas, aconteceu na última eleição uma experiência que deve ser estudada pelos pré-candidatos da Região Metropolitana de Natal. O atual prefeito, Antônio Peixoto (PR), foi reeleito com cerca de 30% dos votos justamente porque a oposição se dividiu em vários palanques. Hoje os nomes mais fortes estão na oposição: Júlio César Câmara (PSD) e Marcílio Dantas (PP). Os nomes que podem ser apoiados por Peixoto são Marconi do Globo e o presidente da Câmara de Vereadores, Renato Martins (DEM). Ambos estão quase invisíveis nas sondagens já realizadas.
 
Em São José de Mipibu, com cerca de 43 mil habitantes, o prefeito Arlindo Dantas (PCdoB) vai concorrer à reeleição. Para isso, conta com o apoio do governador Robinson Faria e do seu filho Fábio Dantas, que ocupa atualmente a cadeira de vice-governador do estado. Pela fotografia de hoje, apenas o ex-vereador Kerinho Ribeiro é oposição.
 
Em Nísia Floresta (26 mil habitantes), a prefeita Camila Ferreira (DEM) deverá enfrentar o médico Edivaldo Nascimento, do PT.
 
Em Macaíba, terra de Auta de Souza com 78 mil habitantes, o prefeito Fernando Cunha deverá disputar com Marília Dias ou Valério Mesquita, do PMDB. O último vem manifestando interesse em voltar à Prefeitura.
 
Na cidade de Monte Alegre, o prefeito Severino Rodrigues (PMDB) já declarou que não será candidato à reeleição. Seu grupo, que é bacurau, rivaliza com o grupo de Graça Marques, ligado a Robinson Faria.