Usain Bolt atropela e é atropelado no Mundial em Pequim

27/08/2015


Foto: Google Imagens
Usain Bolt estava feliz da vida comemorando seu segundo ouro no Mundial de Pequim quando tomou um susto daqueles. Um câmera perdeu o controle da plataforma móvel que o guiava na pista e acertou o recém sagrado campeão dos 200m pelas costas. O “carrinho” levou o jamaicano ao chão, causando apreensão do público e da comissão técnica do Raio. Depois que ficou claro que nada grave havia acontecido, a situação virou piada.
 
- O rumor é que (Justin) Gatlin o pagou. Mas eu estou bem – brincou Bolt.
- Vou pedir meu dinheiro de volta – respondeu Gatlin.
 
O jamaicano garantiu que a pancada não o machucou e nem deve prejudica-lo para a disputa do revezamento 4x100m, no qual é peça fundamental para seu país bater os Estados Unidos.
 
“Fiquei assustado quando aconteceu, fiquei com medo de machucar minhas pernas. Mas não seria a primeira vez. Estou bem e vou correr tranquilo. O câmera me pediu desculpas, mas ele ficou pior do que eu, porque caiu de costas, não sei se bateu a cabeça. Espero que também esteja bem”, revelou o atleta.
 
O clima descontraído dominou a entrevista coletiva concedida pelos medalhistas após a final dos 200m. Principais velocistas da atualidade, o jamaicano e o americano mostraram que, encerrada a competição, a rivalidade também é deixada de lado. Durante as perguntas dos jornalistas, um se meteu na resposta do ouro, e as risadas de parte a parte foram constantes.
 
“Não tenho problema com Gatlin, ele é um competidor assim como eu. Quando vou a uma competição, meu técnico sempre diz que ele vai aparecer. Ele tenta fazer o trabalho dele da melhor forma e eu respeito muito isso. Ele fala muito às vezes, mas é do jeito que ele faz. Antes do campeonato ele fala muito, mas durante o campeonato ele te confunde, fica assim, como melhor amigo. Quando ele relaxa, se mostra assim”, confidenciou o jamaicano.
 
Feliz com a resposta do adversário, Gatlin reforçou o quanto Bolt é importante para que ele se mantenha em alto nível. Aos 33 anos, ele precisa de um rival que o motive a buscar sempre sua melhor performance. 
 
“No final do dia não tenho nada contra ele. No esporte nós buscamos isso, alguém que puxe você para o seu limite. Quando tiver 45 anos você quer olhar para trás e poder dizer que ele te ajudou a ser melhor”, .
 
Nesta quinta-feira, no Ninho do Pássaro, Bolt sobrou na final dos 200m e, com 19s55, cravou  a melhor marca do ano na distância e sagrou-se tetracampeão mundial. Gatlin correu 19s74 e levou a prata. O bronze ficou com o sul-africano Anaso Jobodwana, com 19s87.
 
Encerradas suas participações individuais, tanto Bolt quanto Gatlin voltam à pista no sábado para compor os quartetos titulares de Jamaica e Estados Unidos no 4x100m. As eliminatórias serão disputadas pela manhã, e as finais, à noite (horário de Pequim, manhã de sábado no horário de Brasília). 
 

Fonte: Globo Esporte