Tempo de Templos: com Pastor Eginaldo Júnior

20/07/2014

Por: Tiago Rebolo

O Pastor Eginaldo Júnior, da Igreja de Deus da Profecia em Parnamirim, esteve no Alpendre do Potiguar Notícias, onde concedeu entrevista ao jornalista Tiago Rebolo. Na conversa, Pr. Júnior contou a história de sua igreja, que está presente há 64 anos no Brasil.
Fundada em 12 de junho de 1903, a Igreja de Deus da Profecia tem origens nos Estados Unidos e é da denominação pentecostal. Confira a entrevista completa com Pr. Júnior:

Onde a Igreja está presente no Rio Grande do Norte?
Em Natal, temos cinco igrejas e em Parnamirim e Guamaré temos uma igreja. A nossa igreja ainda não teve o crescimento que esperamos e estamos na batalha por isso. Queremos que a igreja tenha esse crescimento pois tem boa estrutura e uma doutrina bem definida.

Qual a principal característica da Igreja de Deus da Profecia?
O amor dos pastores com suas ovelhas. São pastores que apacentam o povo mesmo, não são pastores de título. E outra é ser guiada pelo Espírito Santo.

Como o Sr. enxerga a tarefa de agregar fieis nos dias de hoje?
De certa forma, hoje está mais fácil, pois as pessoas se interessam mais. As pessoas conhecem a igreja e querem permanecer porque querem uma nova vida, querem mudança.

A que se deve esse interesse, na sua opinião?
À necessidade do ser humano. O ser humano entendeu que tem que crer em algo, um ser. Se nós não cremos em Deus e no Espírito Santo, ficamos ao léu. Precisamos nos apegar a alguma coisa porque os dias não estão fáceis. É muita corrupção, muita guerra e violência. As pessoas, então, querem refúgio. Isso faz com que as busquem ir ao encontro de Deus mais facilmente.

A religião evangélica vem num crescimento muito forte, em contraposição ao catolicismo, que perde muitos fieis. Como o Sr. vê essa situação?
Eu acho que o crescimento da religião se deu e está se dando devido ao conhecimento que as pessoas passaram a ter com a Palavra. Antigamente, era passado tão-somente o básico da Bíblia e as pessoas ficavam ali, somente com o básico. Não havia um conhecimento aprofundado. E isso impedia o crescimento evangélico porque as pessoas estavam limitadas. Então eu atribuo esse crecimento ao conhecimento da Palavra. As pessoas hoje em dia querem entender o que diz a Bíblia, o que falam esses sessenta e seis livros. Hoje em dia o ser humano tem essa curiosidade de conhecer e de saber. Não dá mais para se chegar em frente a uma igreja e dizer que “Jesus salva, cura e liberta”. O fiel quer saber “por quê” Jesus salva, cura e liberta.

Falando em conhecimento, como o Sr enxerga hoje a relação entre ciência e religião?
Os conflitos entre ciência e religião não cessaram. Eu ainda acho que existem muitos. Para as pessoas que se ligam muito em ciência, é difícil entender que a Palavra foi inspirada pelo Espírito Santo para ser escrita pelos homens da Terra. E que a Bíblia é um livro completo e que é eterno. A ciência tem um limite. Sabemos que existem coisas que só Deus explica. Eu posso ir até certo ponto. Dali em diante, é com Deus.

O que o Sr. acha da busca incessante do homem pelo conhecimento? É uma necessidade?
Eu acho necessário, não devemos parar com essa busca pelo conhecimento. Deus nos fez homens inteligentes. Então, nós temos pensamentos e um cérebro que trabalha 24 horas por dia. Eu não sou contra aqueles que buscam o conhecimento. Eles até nos ajudam a entender a nossa vida, o nosso cotidiano.

Se o Sr. tivesse que destacar a essência da sua Igreja em poucas palavras, quais seriam elas?
Amor, ensinamento e persistência. Jesus, ao encontrar os doze discípulos, se deparou com homens comuns. E ele acreditou. Nem mesmo os discípulos acreditavam que pudessem ser tão importantes dentro da Palavra. E Jesus insistiu e persistiu. Então, é assim que eu sigo como pastor, acreditando nas pessoas. Eu insisto com as pessoas até que eu veja a mudança realmente. Então, a Igreja acredita no ser humano.

Quais são os principais pontos da doutrina da Igreja?
O principal é a teocracia, que é “a resposta vem do alto”. Por mais que a gente ouça todos os membros da igreja, a resposta vem de Deus. Nossos líderes e pastores ouvem muito a voz de Deus.

Como a Igreja atua na evangelização dos jovens?
O que mais implica na educação dos jovens é a questão de que o jovem é muito ativo. Então, tem que se orientar e conscientizar o jovem das coisas que são erradas, até porque a gente não convive 24 horas por dia com eles. Por isso, a gente precisa que desenvolver trabalhos para que o jovem tenha uma consciência que funcione 24 horas. Tem que ser um trabalho que ensine a Palavra, que mostre dentro dela como se fazer a guerra contra o pecado. O pecado é tudo que nos afasta de Deus. Se vivermos pelo Espírito, nós vamos discernir aquilo que é verdadeiramente pecado.

Fonte: Potiguar Notícias