Potiguar Noítcias entrevista Robinson Faria

26/11/2013

Por: Pinto Junior
Em entrevista concedida pelo presidente do PSD, vice-governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, ao jornalista José Pinto Júnior, para o programa Conexão Potiguar, ele fala de política, projetos e eleições 2014. Confira:
 
O senhor mantém a candidatura ao governo do estado?
Sim, com muita tranquilidade, porque sou contra a desfaçatez na classe política. É muito bom falar abertamente com as pessoas, não esconder nossos projetos, os projetos que temos para submeter à população. Eu não escondo de ninguém meu desejo de me tornar governador, um desejo que tenho desde 2010, quando eu vinha de uma situação muito boa nas pesquisas, mas não consegui somar politicamente, montar uma aliança política que me desse sustentação.
 
Essa é a parte mais complicada, porque cada partido tem seu próprio objetivo.
É sempre muito complexo, é um cargo muito disputado, e todos os partidos têm interesse em ter o seu candidato a governador.
 
Atualmente, o senhor está mais próximo de quais legendas?
Continuo com propósito de crescer, me viabilizar e me tornar candidato a governador. Eu tenho conversado com todos os partidos, com uma única exceção: o partido Democrata, que é o partido da atual governadora, com a qual rompi no início do governo, por razões óbvias. Eu converso muito com o PSB de Wilma de Faria, com quem tenho uma aliança já bem adiantada, com o PT, com o PDT, enfim, tenho um diálogo aberto, sem arestas, com todos esses partidos, até com o PMDB, que até bem pouco tempo era aliado da governadora, nós passamos a dialogar.
 
A que o senhor atribui esse desgaste da governadora Rosalba?
Eu atribuo à falta de compromisso com a palavra, falta de planejamento, de estudo, pecou na falta de diálogo com a classe política, com a classe civil organizada, com o setor rural, com o servidor público. Estamos perdendo empregos formais em função dessa falta do diálogo, estamos despencando no setor de turismo. É um governo imperialista, não pode dar certo, essa fórmula é ultrapassada. Perdemos, a toda hora, verbas federais, porque não temos projetos. É uma desorganização total, uma incompetência generalizada.
 
E qual o projeto do PSD para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte?
A primeira coisa que temos de fazer é recuperar a capacidade de investimento no estado, para fomentar a economia. Em segundo lugar, temos de ter saúde, educação e segurança funcionando, só assim aumentaremos o potencial do estado. E temos que rever também a parte tributária, para atrair mais empresas para o estado. Temos o compromisso de rever totalmente esses três pontos.
 
E qual o projeto do PSD em relação à mobilidade urbana, um assunto que preocupa muito a população em geral?
Temos projetos de mobilidade fantásticos que faltam apenas serem aplicados. A copa demandou isso, se colocar o que já está posto em projeto, na prática, muita coisa seria mudada.
 
Como o senhor analisa as pesquisas divulgadas?
Depende muito da simulação que é feita. O meu nome pontua com favoritismo se formos analisar pesquisas em que os candidatos que figuram são candidatos reais, não suposições. Em 28 anos de política, posso afirmar que, se estou indo adiante, é porque estou monitorando meus passos, e devo ir adiante porque, até agora, todas as pesquisas que fiz foram favoráveis a minha caminhada buscando ser candidato a governador do estado.
 
Presidente, o PSD está presente em quais regiões do estado?
Nascemos com uma grande capilaridade, estamos presente em todas as regiões do estado, temos diretórios formalizados em 150 municípios, ou seja, praticamente a totalidade dos municípios do estado, temos 22 prefeitos, quase 200 vereadores, 19 vice-prefeitos, 2 deputados estaduais, um deputado federal, Fábio Farias, e um vice-governador.
 
Qual o projeto do PSD com relação à Assembleia Legislativa?
Queremos ampliar, estamos com uma meta de eleger pelo menos 4 deputados estaduais e reeleger um deputado federal, que é o deputado Fábio Faria.
 
Com relação à vice-prefeita Wilma de Faria, qual a decisão que será tomada a respeito de sua candidatura em 2014?
Wilma se encontra numa situação muito confortável, ela admite ser candidata ao senado, admite ser candidata ao governo e admite ser candidata à deputada federal, a situação dela é bastante ampla.
 
Qual a estratégia para o senhor chegar a regiões em que não é tão conhecido?
Na região oeste, nós temos um grande parceiro que é o candidato a deputado estadual Galego Torquato, ex-prefeito de São Miguel, dois mandatos, médico, um nome novo na região que será nossa parceria para o nosso nome chegar aos municípios da tromba do elefante, do médio oeste. Temos uma parceria em Apodi, com o prefeito Flaviano que nos apoia; temos uma parceria em Caraúbas, com o ex-prefeito de Caraúbas. Quem pensa que nossa caminhada é solitária está muito enganado, temos parcerias no Seridó, temos prefeitos do PSD no Seridó, no Mato Grande, no Potengi, no Trairi. Em todas as regiões, temos uma semente plantada para a nossa caminhada.
 
O senhor admite disputar outro cargo que não o de governador?
Temos que obedecer ao sentimento popular, ou ao jogo da formação ou não de uma aliança. Em 2012, eu estava decidido ser candidato a governador, comprovei a minha viabilidade e, no entanto, não consegui formar uma aliança. Agora, deparo-me com a mesma situação, está comprovado que meu nome é viável eleitoralmente, e estou novamente dependendo de formar uma aliança para me tornar efetivamente candidato a governador, a minha disposição e meu sentimento é que o momento presente está mais favorável a essa aliança.

Fonte: Potiguar Notícias