Entrevista com Fernando Bezerril

30/07/2013

Por: Potiguar Notícias
Pinto Junior – Você é um entusiasta da ideia da Rota 101 Nordeste. Me fala um pouco desse projeto.
 
Fernando Bezerril – Esse projeto é resultado de uma ideia do governo de Pernambuco, do governo da Paraíba, do governo de Alagoas e do governo municipal de Natal, Carlos Eduardo, na época que nasceu em São Paulo no Salão de Turismo, em que 100.000 pessoas visitaram e até a gente teve a felicidade de colocar dois casais com a mesma camisa, andando no salão, onde o nome do projeto era "Capitais do Sol" e que na época foi engavetado. Mas a gente voltou e estivemos participando de um evento que foi muito maior do que até os organizadores do evento esperavam. Se você hoje acessar os jornais do Ceará e Pernambuco, encontrará uma página inteira do jornal do Ceará mostrando o que foi o tamanho e a importância do evento.
 
Pinto Junior – E quanto ao apagão, o senhor que é tão estudioso nessa área e tem uma vivência, quais as saídas que poderiam oferecer, em termos de incentivo no sentido de encontrar um caminho para ocupar os assentos nos voos para Natal?
 
Fernando Bezerril – A primeira coisa que nós já fizemos e estamos dando continuidade é estimular o turismo de eventos, porque você sabe que quando termina o período da entressafra, os hotéis ficam olhando um para o outro. Natal tem a maior concentração de leitos do Brasil, que é a Via Costeira.Você tem ali 7.000 leitos, que todo o estado da Paraíba não tem.Então, como fazer isso para que não haja o desemprego? Tem hotel na Via Costeira que tem uma conta de luz de R$ 170.000 por mês, estimulando eventos. Se você joga os eventos, eles são previamente trabalhados, tem um planejamento, o turista de evento gasta 2 ou 3 vezes mais do que o turista de sol e praia e a Rota 101 que é um evento poderoso e integra muito. 
 
Pinto Junior – Então, é um evento que tem um desdobramento durante o ano?
 
Fernando Bezerril – É. Estimular eventos, fazer com que o estado vizinho seja acionado.
 
Pinto Junior – Mas tem projeto, então, para divulgar Natal pelo menos em outdoors nas cidades vizinhas?
 
Fernando Bezerril – Claro, estamos ligados. A prefeitura, o governo do Estado juntos, meu amigo Renato, não existe cor partidária na hora de trabalhar o partido de turismo de Natal, todos juntos. Quando começar as eleições nós vamos cada um colocar sua bandeira na cabeça, mas agora é o emprego, é a renda e a gente se respeita e é amigo porque a gente tem uma bandeira que é fazer essa cidade gerar mais empregos, mais renda, mais investidores. Eu recebi lá no gabinete mais um grupo espanhol interessado nas três marinas, se identificou e, resumindo, isso está sendo trabalhado. Então, Natal passa a ter um turista diferenciado, um turista que manda o iate dele para o Brasil, para Natal e vem no jatinho dele e aqui ele fica 15 dias rodando todas as nossas praias, toda região.
 
Pinto Junior – Quanto à questão da Região Metropolitana, questão da interiorização de algumas ações e a gente tem, por exemplo, nessa área de turismo, a questão da religiosidade muito forte em Santa Cruz, no Seridó, São Gonçalo do Amarante. Há conversas entre os secretários de turismo da Região Metropolitana ou do Rio Grande do Norte, no sentido de trabalhar projetos comuns e dar as mãos em defesa do turismo, visando o turista estender a quantidade de dias no estado?
 
Fernando Bezerril – O polo Costa das Dunas é exatamente o foro e eu tive orgulho de liderar por quatro anos junto ao Conselho Estadual de Turismo para representar os 18 municípios do polo Costa das Dunas e nós vamos ter no próximo dia 21, uma reunião do polo, secretariado pelo Banco do Nordeste e presidido pelo Governo do Estado. Esse foro é exatamente com esse perfil dos municípios trabalharem juntos porque o turista vem pra Natal, Natal é portão de entrada, mas ele vai pra Maxaranguape e Extremoz. 60% de um passeio de bugre hoje no Litoral Norte é Extremoz e você tem hoje o turismo religioso em Santa Cruz, ganhando um recurso do Ministério de Turismo de R$ 400.000,00 para estimular mais esse segmento que é muito importante e poderoso. A interiorização do turismo tem que ser lenta e gradual, porque você não pode levar para o interior, sem hotel para hospedar. O prefeito que quer turistas pro seu município tem que trabalhar na hospedagem. 
 

Fonte: Potiguar Notícias