Entrevista com João Hélio, diretor do Sebrae

18/07/2013

Por: Pinto Júnior
Pinto Júnior - Qual a importância de programas como o Pronatec e qual o papel do Sebrae nesse contexto?
 
João Hélio - É muito importante um encontro como esse, quando os gestores públicos se encontram para discutirem melhor os programas federais e os programas que também são implementados nesse município. O Sebrae tem atuado nos diversos programas federais e o último que nós entramos foi o Pronatec que daremos início fazendo com que os professores, que serão nossos parceiros, possam qualificar todos aqueles que saiam do Pronatec no viés do empreendedorismo. Nós já fazíamos um programa semelhante, o Programa Despertar, referência no sistema Sebrae, onde nós atuamos nas diversas escolas estaduais para os alunos do ensino médio, levando o empreendedorismo como uma das ações importantes na formação desses estudantes. Já no Pronatec, faremos um trabalho focado, em todos os estados brasileiros, pois é importantíssimo a formação seja do pintor, do eletricista e todas as profissões que são atendidas no Pronatec, mas muitos deles, a partir do momento que tem essa qualificação, sentem dificuldade de empreender, tornando-se empreendedores individuais nós os auxiliamos na formação, na capacitação e na gestão do negócio. Atuamos também no Projovem, nos grupos que participam desse programa e também levando essa capacitação na linha do empreendedorismo e gerando novos negócios. Esses jovens passam a ter essa capacitação e muitos deles tornam-se jovens empreendedores, se tornando, após o programa, clientes do Sebrae.
 
PJ – Por que é importante para os municípios que exista essa parceria? O que o município ganha?
 
JH - O município ganha em tudo. A partir do momento que nós formalizamos e temos mão de obra qualificada, ganha-se na qualidade dos produtos e serviços existentes e ganham também na receita, pois quando se fomenta o empreendedorismo e a geração de novos negócios, você está incluindo muitos nessa condição. Aqui em Parnamirim, onde temos um crescimento acentuado da economia dos negócios, é muito importante isso que está ocorrendo aqui. E muito mais importante é a presença de diversos empresários que passam a conhecer um pouco mais desse programa e tem a possibilidade de recrutar colaboradores tão bem capacitados, que participam desses programas.
 
PJ - Em relação ao microempreendedor individual, qual o quadro que o Rio Grande do Norte se encontra? Qual a realidade de Parnamirim? Se compararmos aos outros estados nós estamos bem?
JH - O RN vai muito bem em relação ao empreendedor individual e desde o início do programa, nós já atingimos mais de 40 mil empreendedores individuais nesse estado. Existem alguns municípios que ainda tem um número grande de empreendedores individuais, mas as políticas aplicadas em alguns municípios ainda carece de um olhar diferenciado de alguns gestores públicos e isso ajuda muito o munícipio e também a implementação da Lei Geral da Micro e pequena empresa. A lei existe, mas implementá-la garantindo direitos e obrigações desses empreendedores individuais é importantíssimo que o gestor público entenda dessa forma para que incentive os que ainda atuam na informalidade, é o caso de Parnamirim que ainda possui uma grande quantidade de empreendedores atuando na informalidade, com boas politicas que possam incentivar essa formalização e fazer o crescimento mais sustentável do município.
 
PJ – Quando o IFRN foi se instalar nos município, fazia-se uma pesquisa e audiências públicas para saber quais as vocações da localidade de onde serão instalados os Campus. Há uma conexão entre o Sebrae e o IFRN no que diz respeito a vocação produtiva do município?
 
JH - Sim, nós participamos desses momentos importantes ao se instalar um IFRN nesses municípios. Aqui tem uma tendência muito forte do município em comércio e serviço devido a expansão imobiliária e dos negócios que ocorre nessa região metropolitana. Em todos as cidades que tem IFRN nós temos parceria, inclusive uma parceria muito importante é a incubadora de empresas, ou seja, nós temos um programa e recursos que destinamos aos IFs e unidade vem instalado ou em implantando as incubadoras. Que são espaços físicos que as pequenas empresas se instalam e recebem todo apoio, da orientação na gestão e negócios, durante o período que essa empresa fica incubada para que a partir de um determinado momento eles possam sair eestar no mercado de forma mais competitiva. 

Fonte: Potiguar Notícias