Marcos do PSOL:

06/05/2013

Por: Potiguar notícias

Eleito vereador na última eleição municipal da capital do RN, o vereador Marcos Antônio (PSOL) vem exercendo um mandato propositivo e voltado para a defesa de várias frentes sociais. Ele deu entrevista aos jornalistas Cefas Carvalho e Rômulo Estânrley no Alpendre do PN, em que falou sobre a imagem do Poder Legislativo natalense e a aprovação do polêmico projeto dos postos de combustíveis em super e hiper mercados de Natal. 

 
Qual o impacto que o senhor teve ao chegar ao Legislativo natalense?
É interessante você ver a coisa de fora e depois ver como é o mecanismo interno. Eu já tinha uma avaliação negativa da Câmara. Hoje, vejo ainda de forma negativa, mas no caminho da mudança. Nós conseguimos avançar com a chegada de alguns mandatos à Câmara que têm uma ótica política avançada e foge àquele velho hábito da Casa, com política de troca de favores, do clientelismo, da submissão dos interesses do povo aos interesses partidários e pessoais. Vemos que realmente existem essas práticas e, por isso, a imagem da Câmara é tão ruim. Mas nós estamos nos deparando com situações assim e combatendo isso.
Vereador, recentemente a Câmara aprovou “a lei dos postos”, que permite supermercados manterem postos de gasolina e o senhor votou a favor. Por quê?
Mesmo antes de ser vereador eu entendia que esse é um projeto de extrema importância social, uma vez que ele fomenta a concorrência entre o setor varejista de combustíveis. Isso, consequentemente, irá baixar o preço dos combustíveis na nossa capital, que hoje é um dos mais caros do Nordeste e já esteve entre os mais caros do País.
 
Isso é fruto do cartel?
O fato é que hoje esse setor é cartelizado. Basta prestar um pouco de atenção e vamos constatar que há o tabelamento de preços. Onde mais nós encontramos preços tabelados com mais de três casas decimais? Os preços só diferem na última casa. A prática inclusive é proibida pelo Procon. O que caracteriza o cartel também são as épocas em que os postos não aceitam nem cartão de crédito ou cheque. Além disso, há também as épocas em que todos passam a vender apenas gasolina aditivada para poder vender mais caro. Infelizmente a Polícia Federal e o Ministério Público ainda não conseguiram desbaratar a prática. Esta foi a terceira vez que essa lei entrou em votação, desta vez entrou em regime urgentíssimo e creio que pegou  de surpresa a articulação política do outro lado, que não tem interesse em baixar os preços da gasolina e conseguimos aprovar. Fui relator da matéria na Comissão de Fiscalização, Orçamento e Finanças e dei parecer favorável. E no plenário derrubamos todos os argumentos falaciosos.
 
Quais foram os argumentos usados pelos vereadores que não queriam a aprovação da lei?
A primeira era que estariam defendendo o empresário local, dizendo que votar a favor disso iria beneficiar as multinacionais do seguimento de supermercados e hipermercados. Realmente a maioria é de capital internacional, mas do mesmo modo o setor de distribuição de combustível também é multinacionalizado. 
Outro argumento é que postos nos hipermercados iria atrair o consumidor e quebrar os pequenos  e médios mercados locais. Isso também é uma falácia, porque vemos o posto do Carrefour com filas enormes e o supermercado esvaziado porque o consumidor está nos médios supermercados como o Supershow e O Baratão.
Enfim, a aprovação irá beneficiar o consumidor.