Arthur Dutra

13/12/2019
 
Mais parques, mais qualidade de vida em Natal
 
 
Vamos começar com uma pergunta para reflexão: nos seus momentos de lazer, vocês preferem ir para um local fechado, com ar condicionado e segurança, ou para algum lugar aberto, ao ar livre? Claro que com o cenário de insegurança que Natal vive, a resposta óbvia parece ser a ida para um local que garanta a sua segurança e de sua família, como shoppings, condomínios, clubes etc. 
 
Porém, existem opções que podem suprir essa demanda natural do ser humano por espaços abertos e de forma segura: refiro-me aos parques urbanos. As grandes cidades do mundo redescobriram essas ilhas de natureza em meio ao ambiente urbano e melhoraram a qualidade de vida dos seus moradores.
 
Natal tem também seus parques que podem ser melhor aproveitados para esta finalidade. Lembro que três das quatro regiões de Natal são contempladas com parques, uns municipais e outros estaduais: O Parque da Cidade, na Zona Oeste; a Cidade da Criança, na Zona Leste; O Bosque das Mangueiras, na Zona Sul; e, claro, o Parque das Dunas, que fica entre as Zonas Sul e Leste. A única região da cidade que não tem um parque equivalente ao das demais regiões é a Zona Norte, que precisa ser contemplada, urgentemente, com um.
 
Na Zona Norte, aliás, temos duas áreas com imenso potencial para se tornarem excelentes parques urbanos. Refiro-me à Área de Lazer do Panatis, que hoje está bem abandonada, e a região da Zona de Proteção Ambiental – ZPA 9, localizada no bairro de Lagoa Azul. Quanto a esta, é necessário regulamentar para que seja traçada a área que poderia dar lugar a um parque com as características dos demais. Nada impossível, mas que por não ter sido feito, deixou a área sem nenhuma ocupação ordenada e, portanto, entregue à degradação. Sem vida econômica, sem proteção ambiental, sem serventia para o lazer da população. Não se pode mais admitir esse tipo de omissão em Natal.
 
Superados os entraves legais que existem em quase todos os parques e potenciais parques citados neste texto, surge outra pergunta: como criar, melhorar e manter esses parques num cenário em que estado e município não dispõem de recursos para tal? É preciso inovar na gestão desses espaços. Seja através de concessão à iniciativa privada, seja, como no Central Park em Nova York, com a entrega da gestão para uma entidade sem fins lucrativos, mas que tenha autonomia para captar recursos junto à iniciativa privada na forma de parcerias e aplicá-los no próprio parque. 
 
Há inúmeros exemplos de ambos os formatos, e Natal precisa avançar nesses modelos para que o cidadão Natalense tenha essa opção de lazer ao ar livre com segurança e qualidade de vida.