Cefas Carvalho

08/11/2019
 
Apontamentos (cerebrais e não passionais) sobre a decisão do STF sobre a 2ª instância
 
 
Emoções e paixões à parte, vamos ao campo da racionalidade, terreno onde funciono bem e gosto de transitar:
 
Fazendo um apanhado de opiniões de jornalistas e cientistas políticos nas redes somadas com meu próprio feeling, podemos perceber que:
 
1 - A decisão do STF foi também um recado a Moro, Dellagnol e a Lava Jato. Pesou aí a divulgação dos áudios e msn pelo The Intercept.
 
2 - Também pesou o fracasso do leilão do Pré-Sal hoje. Os ministros tem sensibilidade quanto aos fluxos e refluxos do mercado.
 
3 - Eles também tem sensibilidade para perceber as mudanças de maré. O fracasso do (des)governo Bolsonaro e a repercussão internacional contínua de Lula preso/livre certamente influenciaram.
 
4 - Também foi um recado dos ministros para os bolsofilhos e seus arroubos. Boquirrotos, acabam provocando o STF gratuitamente e toda ação gera reação.
 
5 - O STF está dividido. Fraturado mesmo. Falta quase nada para ministros saírem no tapa por lá (Gilmar, Barroso e Fux candidatíssimos ao pugilato).
 
6 - Li no Twitter que se Toffoli votou pela não-prisão em Segunda Instância (consequentemente soltura de Lula) é porque teria aval de parte dos generais. Talvez.
 
PS: Lá vai o Cefas amargo de novo azedar a festa dos amigos progressistas: Mas, nada de comemorar "A Constituição". Os ministros não estão nem aí para ela e todos sabemos disso. Julgam com base em cálculo político, holofotes e interesses outros. Hoje, na prática, soltaram Lula. Amanhã, mudando os ventos, podem prender de novo, ao arrepio da Constituição.