Evandro Borges

01/12/2018
 
Os Resultados das Eleições da OAB/RN
 
As primeiras conclusões das eleições da OAB estão expressadas na distancia da situação em relação a advocacia, mesmo com a oposição dividida ficou em segundo lugar, outro aspecto consiste na falta de agregação dos advogados e advogadas, uma disputa parelha, com as chapas demonstrando dentro do universo dos votos válidos, uma clara divisão, que não há hegemonias, ensejando a formação de consensos.
 
Em face dos discursos de campanha foi estampada à necessidade de mudanças, no âmbito da advocacia a defesa das prerrogativas da atividade profissional que precisa ser respeitada, principalmente para a sociedade e a construção do Estado Democrático de Direito. Exemplo maior consiste na construção de presídios, sem salas para os advogados dialogarem com seus constituintes.
 
O tratamento destinado aos advogados nas Delegacias, nos fóruns, em muitas audiências não é bom, desrespeita a condição profissional,  enseja melhorar em muito, uma vez que, o(a) advogado(a) é essencial para a realização do Direito e da Justiça, precisando de uma atuação da OAB presente e forte, com ações concretas, de realizar diálogos e buscar entendimentos.
 
A ordem surgida nos ventos da revolução liberal de 1930, historicamente construída a institucionalidade na defesa da liberdade, mesmos com percalços, não pode ser omissa em questões colocadas na ordem do dia, muito menos capturada por governos, sem pronunciamentos, sem contribuir com a opinião pública, exemplificado na falta de pagamento do 13º salários dos servidores públicos, na utilização desenfreada do fundo previdenciário, praticamente zerando.
 
As comissões temáticas devem ser preenchidas, desde a de estudos constitucionais, a de direitos humanos, a do meio ambiente, a agrária, previdenciária e as demais, oportunizando a participação dos membros da advocacia, dando capilaridade a instituição, construindo o  enraizamento da Ordem com as  questões postas na sociedade. 
 
Em face da campanha ficou evidente que a nova direção eleita, quando da posse, deve dar a devida transparência administrativa a OAB, e esclarecer as prestações de contas, inclusive que motivou impugnações protagonizando o marketing do processo eleitoral da chapa vitoriosa, de uma Ordem com atitude, pois a ética deve permear a instituição, cabendo inclusive uma auditória externa e independente nas contas.
 
A busca de formação de consensos, o diálogo que deve ser realizado com cada segmento da advocacia, com todas as especializações, principalmente a criminal, um trabalho profissional com a Escola Superior da Advocacia, com fim de contribuir de forma verdadeira com a jovem advocacia, fortalecendo os laços profissionais, a defesa da Constituição são desafios que devem ser enfrentados, cabendo à chapa vitoriosa, encabeçada por Aldo e Rossana realizar.