Evandro Borges

05/12/2017

Paulo Eduardo Teixeira foi contemporâneo do Colégio Salesiano e ingressamos praticamente juntos na UFRN, no curso de Direito, vivenciando o processo de construção democrática, na reconstrução do Centro Acadêmico Amaro Cavalcante, e nos desafios postos para a juventude, naqueles tempos de bancos escolares, com uma participação ativa da coletividade universitária.

Paulinho é Natalense, da Cidade Alta, residiu à Rua São Tomé, ingressou na Ordem dos Advogados, foi conselheiro, presidiu a Caixa de Assistência, e por dois mandatos presidiu a OAB/RN, pontuando o diálogo, tentando construir consensos, convergir às ideias, que no meio dos advogados não é fácil, diante dos antagonismos e contradições postas na advocacia.
 
Hoje, Paulo Eduardo é Conselheiro Federal, chegou a Ministro do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, órgão que realiza o controle externo do Judiciário, reconhece como um divisor de águas na Justiça, com a institucionalização do Conselho, a Justiça ficou mais célere, não tanto como a sociedade brasileira gostaria, e a Justiça Especial Cível e Criminal precisa se aprimorar, estando ainda, no campo do aprendizado.
 
Na condição de Conselheiro Federal votou contra a proposta da OAB apresentar o pedido de impeachment contra a Presidente Dilma Rousseff, sem uma mínima discussão com as Ordens Regionais, fraturando a unidade, causando discordâncias em todos os Estados, esteve inclusive no primeiro ato no auditório da Escola de Música da UFRN, quando os advogados manifestaram-se contra o golpe.
 
Em relação às eleições da Ordem do Rio Grande do Norte falou sobre uma possível cláusula de barreira para possibilitar no Conselho a eleição dos jovens advogados, e colocou também, a eleição proporcional, com a oposição participando do Conselho, e não como na atualidade, com chapa fechada, que participa uma parte dos Advogados no Conselho.
 
Finalmente, conversamos sobre a coalizão de entidades que apresentou uma proposta de convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva e Específica para reforma política, ainda no curso da eleição presidencial de 2014, colhendo mais de seis milhões de assinaturas, haja vista, que as pequenas reformas apresentadas pelo presente Congresso consistem em  tentativas de manutenção dos mesmos no poder.
 
A conversa se deu na gravação do quadro de direito do programa Capital Cultural da Potiguar Notícias TV, que vai ao ar nos dias 20 e 27 de dezembro de 2017, valendo a assistência, pela História de uma personalidade da Advocacia potiguar, pela postura democrática, afeito ao diálogo, e com calma colocando os seus pontos de vistas de forma clara e objetiva.