Cefas Carvalho

01/07/2017

Em viagem recente para São Paulo, em uma caminhada pela Avenida São João, já celebrada por Caetano Veloso e por Paulo Vanzolini, até a Libero Badaró, trecho do  Edifício Martinelli, recordei da cena de Walmor Chagas fazendo este mesmo trajeto em "São Paulo S/A". E me dei conta o quando Sampa é cinematográfica, tão afeita com seu concreto e seu cinza ao cinema.

São Paulo já foi cenário de centenas de filmes, em todas as épocas. Li em matéria recente que mensalmente pelo menos 12 filmes são gravados na Pauliceia. Nada a estranhar. A cidade é um cenário natural, uma locação privilegiada para todo tipo de história e gênero.

Dito isso, passei a recordar alguns dos filmes recentes que eu tenha gostado que têm a metrópole como cenário. Como o ótimo "Estamos juntos", (2011), de Toni Venturi, que tem Leandra Leal como uma moradora do Centro que se envolve com um projeto social em um edifício na região da Luz.

Ou "Não por acaso", de Philippe Barcinski, que traz Rodrigo Santoro, Leticia Sabatella e Leonardo Medeiros vivendo dramas na região do Centro e da Bela Vista. Um belo e pouco conhecido filme.

"Estômago", de Marcos Jorge, excelente filme de 2007, também coloca o protagonista vivido por João Miguel em conflitos no Centro Histórico de São Paulo, sempre associado à comida, paixões e alguma violência (como na letra de "ronda", de Vanzolini).

E um que apesar de espinafrado pela crítica muito me agrada, "Amor em Sampa", musical (sim, isso mesmo!) de Carlos Alberto Ricelli e Kim Riccelli, de 2016, que compõe com muitos personagens um painel ingênuo de São Paulo, com direito á Pinacoteca, Terraço Itália, Centro Histórico, Hipódromo e muitos outros lugares conhecidos (ou não) de São Paulo.

Para falar dos filmes que abordam São Paulo a pesquisa seria longa e este texto que ser centuplicado. Fica, por ora, o registro da cidade que vive 24 horas por dia como cenário natural da cinematografia brasileira, a sempre se pesquisar. Em breve, mais textos sobre o tema.